Cheias no Tejo. De seca extrema a cheias em 10 dias

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Porque passámos de uma seca extrema para inundações no vale do Tejo em 10 dias?

10 Março 2018 – Estado das cheias na região da Golegã e de Santarém.

As razões devem-se aos cerca de 200 l/m2 que choveram na bacia do Tejo.
Nesta zona chovem cerca de 600 l/m2 durante um ano médio. Assim tivemos um terço da chuva anual em 10 dias, já que este ano foi até agora extremamente seco.
As alterações climáticas são isto mesmo, 2 anos sem praticamente chover e de repente chove o mesmo que nos últimos 2 anos.

Dependente do nível de armazenamento das grandes albufeiras, temos inundações por razões diferentes: ou devido a enxurradas ou débitos das grandes albufeiras quando pela persistência das chuvas ao longo do Inverno atingem níveis críticos.

Neste ano tínhamos as albufeiras quase vazias devido à grande seca e assim não houve nestes dias grandes necessidades de fazer descargas. Os débitos atingidos foram quase integralmente das zonas da bacia do Tejo que não tem barragens.
Aqui se percebe o quanto é necessário fazer mais barragens para podermos mitigar as alterações climáticas.
O Tejo está a drenar para o mar cerca 100.000.000 m3 de água por dia, com esta água podíamos regar 20.000 ha de milho durante um ano.

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